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Para a versão fictícia, veja Grant Morrison (Nova Terra)

   Grant Morrison (nascido em 31 de Janeiro de 1960) é um(a) escritor(a).

História Pessoal

Grant Morrison ofereceu uma biografia para si mesmo em 1994, usando pronomes masculinos extintos:

"Grant Morrison tem um metro e setenta e cinco de altura, cabelo castanho escuro e olhos castanhos. Sua cor favorita é turquesa. Seus alimentos favoritos são chocolate, sal e vinagre, saladas e sujeira estrangeira picante. Ele tem uma cicatriz de apendicectomia. Sua mãe se chama Agnes, seu pai se chama Walter e sua irmã se chama Leigh. Seu animal favorito é um gato e sua garota favorita se chama Magdalena. Ele é solteiro, heterossexual (com possíveis tendências homossexuais latentes? Devo lembrar de investigar mais.) E atualmente é bastante rico. Seu trabalho foi descrito como "jargão". Isso é tudo que há para ele."[1]

Em outubro de 2020, Morrison saiu como não binário e agora usa o pronome "eles". [2]

Histórico Profissional

Em 87, com as ilustrações de Steve Yeowell, lança o conceito e o herói Zenith na revista inglesa 2000 AD, desconstruindo desde já o gênero dos super heróis. Seu trabalho na revista chama a atenção da DC Comics, editora para a qual ele já vinha enviando algumas propostas que foram ignoradas, e é com a de Homem-Animal ele é finalmente aceito.

O Homem-Animal tem grande importância em sua carreira, pois foi seu passaporte para o sucesso nos Estados Unidos, justamente durante a época da Invasão Britânica de escritores como Neil Gaiman (com Sandman) e Alan Moore (que inaugurou a dita Invasão com seu trabalho em Monstro do Pântano). É um trabalho diferenciado por ser protagonizado por um personagem que até então era ignorado pela editora, transformando-o em grande sucesso e lidando com temas como vegetarianismo, ecologia, drogas e outros assuntos, tudo isso utilizando-se da metalinguagem. O Evangelho do Coiote, história publicada no número 5 do título da revista, marcou uma geração de leitores por sua criatividade e complexidade.

Em 1989 consolida sua fama com diversas publicações pela DC, com destaque para um conto chamado Asilo Arkham, que conta com Batman e o Coringa como personagens principais. Tendo o auxílio de Dave McKean (o ilustre capista de Sandman) nos desenhos, Asilo Arkham fez muito sucesso e tornou-se uma história clássica de Batman, com abordagens sombrias dos personagens (há quem diga que uma das ideias originais de Morrison era que o Coringa aparecesse travestido de mulher durante a história, o que não teria sido feito por preferência da editora). Nesse ano também começa a escrever o periódico da Patrulha do Destino e algumas histórias para a 2000 AD, incluindo a polêmica As Novas Aventuras de Hitler.

A primeira metade da década de 90 marca realizações como Kid Eternidade, Dan Dare, Flex Mentallo e Bible-John, confirmando as qualidades de Grant como escritor consistente e inovador. O selo Vertigo é inaugurado em 1993, voltado para publicações mais adultas, e é por ele que em 1995 é feito o especial Como Matar Seu Namorado, uma sátira da juventude britânica, que tem repercussões estrondosas, sendo reconhecido como um de seus melhores trabalhos. É nesta parte da década também, que com o especial Sebastian O conhece Frank Quitely, desenhista com quem mais tarde se vincularia fortemente. Além disso, segue até 93 com o periódico da Patrulha do Destino, abusando do experimentalismo (ele próprio teria admitido, anos mais tarde, que para escrever a série se utilizava de ácidos).

Em 1996 um título do mainstream cai em suas mãos quando a DC Comics o resigna para escrever o mensal da Liga da Justiça. Em sua colaboração (do número 1 ao 41), reinventou a equipe com êxito, fazendo com que o título voltasse a ser um dos carros-chefes da editora. O especial DC Um Milhão, que envolvia diversos títulos e personagens, foi outro de seus feitos, em 1998. Da mesma época também consta Aztek - O Homem Definitivo, criação sua vista como a versão masculina (e latina) da Mulher-Maravilha.

Da década de 90, porém, destaca-se uma de suas publicações pela Vertigo: Os invisíveis. É sua maior e mais importante obra, tendo durado de 1994 a 2000, com 59 números no total (25 para o primeiro volume, 22 para o segundo e 12 para o terceiro).

Grant Morrison adentra o novo século como um consagrado escritor de quadrinhos. A década de 2000, porém, marca a realização de trabalhos ainda mais consistentes e maduros e a parceria com Frank Quitely. O primeiro trabalho, já com Quitely, é LJA: Terra 2, no qual a Liga da Justiça vai para uma terra paralela em que encontra uma Liga com os valores e ideais exatamente opostos ao seus, num planeta em que o egoísmo e a maldade sempre prevalecem.

Em 2002 sai The Filth, pela Vertigo, em 13 partes. Seu nome – Os Imundos se traduzido para o português - faz jus ao conteúdo dos quadrinhos: a mesma temática de teoria da conspiração de Os Invisíveis (inclusive o próprio Morrison teria dito que as séries se relacionam muito), porém não num submundo de magia, e sim de sexo, manipulação e tecnologia.

Dando continuidade à boa safra, chega às bancas em novembro de 2005 o primeiro número daquela que seria considerada a melhor obra de Grant Morrison e a história definitiva do personagem mais famoso das histórias em quadrinhos: All Star Superman. A linha All Star, comprometida não com questões de cronologia mas sim com a retratação atemporal de personagens clássicos, mostrou-se uma excelente oportunidade ao escritor de fazer suas alterações radicais ao universo de um personagem sem um editor para lhe impedir. Fãs de Superman, de Morrison e de quadrinhos em geral aprovam o trabalho do autor com um Superman humano e consciente de suas (i)limitações. Conceitos ligados a terras paralelas, cientistas malucos e psicodelia são utilizados aqui, rendendo à história a vitória de duas categorias do prêmio Eisner. Um Frank Quitely em ótima forma ilustra a série, que tem 12 partes.

Em 2006 o visado site Comic Book Resources realizou uma pesquisa entre leitores e constatou que Morrison era o 2o escritor de quadrinhos mais popular de todos os tempos, perdendo para Alan Moore e deixando Neil Gaiman em 3o, surpreendentemente. Mesmo assim, de maneira estranha, a popularidade do escocês parece ser mais comum entre leitores de quadrinhos, enquanto os autores de Watchmen e Sandman têm o reconhecimento e admiração de pessoas que nem mesmo tem o costume de ler hqs.

A partir de 2006 passou a se envolver com o mainstream da DC Comics, começando com a produção da maxissérie 52, junto a Geoff Johns, Greg Rucka e Mark Waid. A ousada atitude da DC Comics de lançar um título semanal que duraria um ano foi bem sucedida e aclamada pela crítica especializada. 52 tem muito a ver com Morrison, pois além de ser inovadora só lida com personagens de segundo e terceiro escalão da editora, tais como Adam Strange, Renée Montoya e o próprio Homem-Animal (que após sua participação voltara ao limbo). No mesmo ano, o título Batman é posto na sua mão, estando agora o mais vendável personagem da DC à deriva das decisões do mais polêmico autor, contando na cronologia oficial. Seus feitos não foram menos arriscados do que os da época dos X-Men: para começar, trouxe à tona um filho de Bruce Wayne que havia sido eliminado da cronologia. Mais tarde ressuscitou um grande vilão do universo de Batman e sua última contribuição tem nada mais nada menos do que o título "Batman: R.I.P." (em português, Batman: Descanse em Paz).

Em maio de 2008 começou a ser lançada a Crise Final, continuação para duas das séries mais importantes da DC Comics em termos de concepção de cronologia: Crise Nas Infinitas Terras (1985) e Crise Infinita (2005). A Crise Final, totalmente concebida e escrita por Grant Morrison, dialoga não só com as ideias de Marv Wolfman e Geoff Johns, mas principalmente com a obra de Jack Kirby, importantíssimo autor dos quadrinhos que muito o influenciou. A promessa de Dan DiDio, editor da DC, é que depois dessa Crise o universo de personagens sob sua tutela jamais será o mesmo. É mais do que comum que os editores digam isso para seus especiais venderem mais, mas de um trabalho regido por Morrison nunca se duvida.

Histórico do Trabalho


Links Externos

http://www.grantmorrison.com/



Refererências

  1. Citação direta escrita pelo próprio Morrison para a coluna "Invisible Ink" apresentada em Invisibles (Volume 1) #1
  2. The Green Lantern O escritor Grant Morrison se torna não binário (em inglês)